Reflexões: Desenvolvimento Técnico Vocal

Eis que entre uma aula e outra eu sempre me flagro refletindo muito a respeito do desenvolvimento dos meus alunos, dos alunos do Full Voice Studios e dxs cantorxs em geral que sempre vêm a mim tirar uma dúvida, pedir dicas ou algo do gênero.

As perguntas sempre são as mais variadas: “como faço pra cantar com mais pegada”?; “como atingir notas agudas sem me esforçar demais e sem me machucar”?; “não gosto do meu timbre, tem como mudá-lo”?; “Tem uma música que estou com dificuldade num trecho, pode me ajudar a resolvê-lo”?

Para todas as perguntas podem existir inúmeras respostas. Mas no fundo e por trás de cada resposta (sendo ela qual for) está sempre a máxima: ESTUDE TÉCNICA VOCAL! E eu não me refiro apenas a fazer aulas. Eu me refiro a estudar, treinar, repetir, buscar novas alternativas. Quando você tem aquela aula difícil de matemática, por exemplo, você não vai pra casa e fica de pernas pro ar esperando que surja um atalho, um caminho iluminado que fará você entender o conteúdo. O que é o certo a se fazer? Pegar a apostila (ou livro) e estudar. Ler, reler, resolver problemas (parte muito importante para a compreensão de qualquer conteúdo) e repetir tudo de novo. Se tiver dúvida você vai ao seu professor e pergunta: “fiquei com dúvida nesse problema, o que posso fazer”? Aí sim, a partir desse ponto, o professor lhe conduzirá para a resolução de algo mais complexo, mas você já terá caminhado, já terá progredido. O que vocês farão juntos, você e seu professor de matemática, é ir para outra etapa. E isso é evoluir o conhecimento.

Em técnica vocal não é diferente. Você não pode esperar que o Voice Coach seja uma espécie de Harry Potter da voz e que, com um passe de mágica, ele transforme você em uma diva ou divo da voz. Não é assim que funciona. Tome por exemplo os grandes cantores. Aqueles indiscutíveis. Alguns talvez não tenham tomado aulas (mas acredite, a maioria tomou aulas e faz charme dizendo que nunca o fez), mas com certeza eles estudaram muito o seu instrumento. A relação Voice Coach X Estudante de técnica vocal é uma relação onde os dois caminham juntos. No entanto, para evoluir sempre mais e atingir um novo patamar de desenvolvimento, é de responsabilidade dx alunx treinar, repetir, avaliar-se, enfim, ESTUDAR PRA VALER!

Portanto, meus queridos e minhas queridas, não se deixem enganar com “ajustes milagrosos”, “dicas infalíveis”, “um toque mágico”. Esse tipo de coisa pode ajudar? CLARO QUE SIM! Mas não é isso que tornará você um destaque da voz. Para um desenvolvimento pleno, para que as frustrações e dúvidas sumam (ou diminuam drasticamente), e para que você esteja sempre mais próximx dos seus objetivos como cantor ou cantora, ESTUDE TÉCNICA VOCAL. E estude pra valer. Estude visando desenvolver-se completamente. Um(a) bom(boa) Voice Coach saberá conduzir você e sua voz ao máximo que vocês podem oferecer. Mas lembre-se sempre: que dá o primeiro passo é você!

#solteavoz

Fernando Zimmermann
Professional Voice Coach
Fundador Full Voice Studios

Anúncios

Full Voice Studios

Olá, cantores, cantoras, amigos e amigas.

O post de hoje é breve, mas MUITO importante pra mim. Isso pois venho apresentar-lhes, aqui no meu site, a minha mais nova empreitada: o Full Voice Studios.

Passei muitos anos dando aulas em escolas, às quais sou muito grato por todas as oportunidades e aprendizados que me foram dados. Fiz muitos amigos, verdadeiros parceiros para a vida toda. Mas é chegada a hora de vôos com minhas próprias asas, num espaço destinado exclusivamente ao desenvolvimento vocal, ao ensino e aprendizado do canto. Há muito tempo eu tinha o desejo de ter um negócio próprio. E eis que tudo se concretiza, em setembro de 2013 (apesar deste post estar sendo feito apenas em outubro), no Full Voice Studios. Aqui continuarei dando o meu melhor para difundir o bem cantar, o cantar saudável na suas máximas possibilidades performáticas.

E convido a todos para conhecerem o site do Full Voice Studios (www.fullvoice.com.br) e nos acompanharem através das redes sociais. Muito possivelmente as atualizações por lá sejam até mais frequentes. 🙂

Boas-vindas ao Full Voice Studios.

logo_FullVoiceStudios

IVTOM – Educational Commitee (Comitê Educacional IVTOM)

Hoje tive o prazer de iniciar mais uma etapa super importante na minha carreira como professor/pedagogo vocal. Fui convidado a integrar o Comitê de Educação do IVTOM (International Voice Teachers of Mix) e participei da minha primeira conferência com o grupo. Nele estão verdadeiros mestres no ensino do canto e, pra mim, essa será uma experiência muito enriquecedora. O comitê tem por objetivo determinar as diretrizes e os rumos educacionais da organização em todo o mundo. Para mim, é muito mais que um orgulho fazer parte disso tudo, é uma realização. Só tenho a agradecer a todos os envolvidos (a quem vou agradecer em inglês) pela confiança em mim depositada. Espero poder retribuir a confiança. De resto, agora é trabalhar duro sempre pelo melhor: ensinar o bom cantar! 

Today I was pleased to initiate a very important step in my career as a vocal teacher/pedagogue. I was invited to join the Education Committee of the IVTOM (International Voice Teachers of Mix) and attended my first conference with the group. Therein are true masters in teaching singing and, for me, this will be a very enriching experience. The committee aims to determine the guidelines and educational direction of the organization in the world. For me, it is much more than an honor to be part of it all, is a true realization. I can only thank everyone involved for the trust placed in me. I hope I can retribute the faith. Moreover, now it’s time to work hard for the best: teach good singing!  Thanks to Dean Kaelin, for inviting me, for trusting me and for the opportunity; to Teri Stock for all the support always; and thanks to my new partners and friends on this journey: Tricia GreyMary Ann Kehler, Sharon Rowntree, Daniel HayesEarl HarvilleChrissy Cooley Rogers, Aimee Geddes and all the IVTOM teachers who believes in the good singing way! 

Reflexões sobre Belting (Parte 1)

Olá cantores e cantoras,

O post de hoje é apenas um do que imagino ser uma longa (porém produtiva) reflexão sobre essa técnica, esse conceito, esse termo tão presente no meio da técnica vocal contemporânea que é o Belting. Afinal o que é o Belting? Como faz Belting? Belting é prejudicial? O que acontece com o nosso corpo quando fazemos Belting? Não sei se vou conseguir tirar todas as dúvidas a respeito de Belting e suas variações, mas acredito, pelo menos, que vou conseguir gerar boas reflexões e discussões em torno do tema.

Há um tempo eu venho pensando em como estruturar meus pensamentos para que cheguemos a algo no mínimo esclarecedor a respeito do Belting. Para organizar meu pensamento (e meus posts), eu resolvi dividir o assunto em alguns tópicos (os quais abordarei ao longo de uma série de posts, como disse anteriormente). Cheguei a essa conclusão de como eu gostaria que tivessem me explicado Belting:

  1. Requisitos estéticos e aplicabilidade prática: o que define, esteticamente, o Belting e onde posso usá-lo;
  2. Princípios fisiológicos do Belting: quais as musculaturas envolvidas e como elas trabalham no Belting (ou como podem/devem trabalhar para que se consiga os resultados esperados);
  3. Princípios anatômicos do Belting: como o trato vocal se adequa para a produção do Belting;
  4. Como treinar/desenvolver um Belting saudável.

Dessa forma acima descrita eu imagino que irei contemplar boa parte do que acredito ser necessário para a compreensão do assunto. Assim sendo, abriremos essa série de posts com o primeiro tópico.

BELTING: Requisitos Estéticos e Aplicabilidade Prática

Antes de começarmos a teorizar a respeito da estética do Belting, que tal vermos alguns exemplos? No vídeo a seguir um verdadeiro deleite aos amantes das divas e das notas agudas.

E neste próximo vídeo um grande exemplo masculino de um ícone do Belting e suas variações: Steve Perry.

Agora que já temos alguns parâmetros práticos, podemos começar a dissertar a respeito. É válido ressaltar que o Belting demonstrado nos vídeos é predominantemente em notas agudas. No entanto, o Belting pode ser usado em toda a extensão do(a) cantor(a).

Percebem-se nitidamente as seguintes características estéticas como pressupostos para chamarmos de Belting:

  • Timbre metálico;
  • Voz com bastante brilho;
  • Boa projeção;
  • Timbre próximo do da voz falada do cantor;
  • Remete-nos à voz de peito.

Para que possamos chamar um som de Belting, portanto, ele deve preencher esses requisitos acima listados. No entanto existem armadilhas que essa estética nos remete. Por exemplo: a semelhança com algo que PARECE voz de peito. O próprio termo “voz de peito” pode ser bem pernicioso. Isso pois a voz de peito nos remete a algo forte e de grande presença (características também do Belting).  No entanto podemos ter uma sonoridade tão ou mais forte que a voz de peito, mas sem o mesmo esforço. Eu falei, n’outro post, a respeito da escolha de que “recurso” vocal usar. Confira aqui. O problema pedagógico que isso pode gerar é muito grande, pois muitos cantores, na tentativa de manter uma sonoridade forte, acabam não permitindo que sua voz “passe” para as ressonâncias mais superiores. Ou ainda pior: acostumam-se com a sensação das pregas vocais de voz de peito e querem manter a mesma equação de participação muscular durante toda a extensão. Qualquer uma das duas saídas é fatal à saúde e à total potencialidade vocal do cantor.

Os conceitos estéticos de “voz metálica”, “sonoridade com muito brilho” e “boa projeção”, também podem ser perniciosos se não forem bem orientados. Na tentativa de manter o “metal” e o “brilho” na voz, além de “incrementar sua projeção vocal”, muitos cantores tendem a LITERALMENTE berrar. E o que era pra ser um Belting acaba se tornando um “Berrelting” (acho que ouvi esse termo em um dos cursos do Maestro Marconi Araújo, referência em Belting no Brasil).

E onde posso aplicar o Belting? Em todos os estilos musicais contemporâneos e não clássicos. Essa eu consegui responder sucintamente, hein?

Além disso, Belting é uma estética ou uma técnica? Acho que chegamos ao impasse aqui do Ovo ou da Galinha: quem nasceu primeiro? No caso do Belting, ele já existia antes mesmo de surgir a nomenclatura. E essa nomenclatura vem a definir a estética ou a técnica? De fato eu não possuo essa resposta, mas acredito ser o nome de uma estética que acabou virando técnica (a exemplo de muitas outras como o Drive, Growling, Whistle etc).

Portanto, cantores e cantoras, não se deixem enganar pelos requisitos estéticos extremos do Belting. Lembrem-se que toda técnica deve trazer conforto na sua fonação e máximo rendimento vocal. Se estiver desconfortável está errado. Nos próximos posts eu vou falar mais sobre os requisitos fisiológicos, anatômicos e sobre os caminhos para se desenvolver um bom timbre de Belting, ok?

Espero ter ajudado nas reflexões vocais e espero vocês por aqui para os próximos posts!

Até lá!

Apoio, suporte, sustentação e por aí vai…

Olá cantores e cantoras!

Hoje vou falar de um tema um pouco “polêmico” no meio do canto profissional e das técnicas vocais. O assunto hoje tange o tema apoio (ou suporte, ou sustentação etc). Antes de prosseguir, no entanto, quero aqui dizer e deixar claro que já conheci diversas abordagens para esse tema, as quais eu respeito, mas vou retratar, aqui, a abordagem que mais faz sentido PARA MIM no momento. A perspectiva que eu vou brevemente dissertar hoje é uma das diversas formas de se trabalhar com apoio que existem no mundo, mas é a que mais faz sentido para mim e para a forma que eu conduzo os meus alunos. Além disso, quero deixar claro, também, que o que proponho aqui é uma reflexão didático-pedagógica e prática, que sirva aos cantores efetivamente.

Quando falamos em apoio uma série de imagens já nos vêm a mente. A imagem do diafragma, das costelas, dos músculos intercostais externos, dos intercostais internos, do períneo, do reto abdominal, do transverso do abdomen, dos oblíquos, dos músculos lombares etc etc etc… UFA! É músculo que não acaba mais. E durante os treinos de voz, muitos já passaram (ou ainda passam) por diretrizes que seguem a seguinte linha de raciocínio: “Apóia mais!”; “Expande as costelas!”; “Abaixa o diafragma e mantém ele baixo!”; “Agora empurra pra fora e depois relaxa!”. Inclusive, sobre essa máxima, a do “relaxa”, tenho que dizer que o que menos o cantor consegue fazer é relaxar enquanto se pensa em uma série de movimentos que o nosso corpo, na verdade, já está programado a fazer. Eu já passei por isso e sei que muitos cantores sofrem em tentar entender quais os músculos envolvidos no processo do apoio. E, o pior, tentam controlar minuciosamente cada um dos músculos desse complexo sistema que, PASMEM, é automático. Muitos, na tentativa de controlar melhor o seu canto, recorrem a todas as terapias e atividades que envolvam respiração: da natação à Yoga. Isso é válido? CLARO QUE É! Para todos os seres humanos, diga-se de passagem. Isso vai melhorar o seu canto? Talvez sim, talvez não. E essa incerteza acaba minando e contaminando a cabeça do cantor que tenta entender e dominar o que não é, nem de longe, a parte mais importante do canto.

Vou tentar clarear a cabeça de você que está me lendo aqui. O que é apoio? Pare e pense. Pare, mesmo, de ler e, antes de prosseguir, responda em no máximo 4 palavras o que é apoio. Impossível? Então é porque você realmente não sabe o que é apoio. Toda literatura de técnica vocal culmina numa única idéia: CONTROLE RESPIRATÓRIO. Simples assim. Eu respondi com a metade das palavras que dei para você responder. Prosseguindo, controle respiratório e desdobramentos. No processo respiratório estão envolvidas a inspiração e a expiração. Para uma inspiração eficiente para o canto, não podemos ter tensão e nosso foco, preferencialmente, não deve ser clavicular. PONTO! Não precisamos de mais detalhes que isso. Qualquer respiração tensa é problema pra qualquer atividade, até mesmo pra caminhar até a padaria. Aí você deve pensar: “AH! Mas eu devo pensar em baixar o diafragma, abrir as costelas e tudo mais”. E eu respondo: Pra que, se já é tudo automático? Duvida? Possivelmente você já fez aquele exercício de deitar, colocar um livro (ou as mãos) sobre o umbigo, certo? Repita-o com as mãos sobre o umbigo e depois nas costelas mais ao final do tórax. É bem provável que tanto umbigo quanto costelas tiveram movimentações, certo? Aí você me diz: “Mas eu queria abrir mais as costelas”. E eu respondo: PRA QUE? Você não precisa de muito ar pra cantar. Quanto mais para o agudo, inclusive, menos ar você usa pois a massa vibratória das pregas vocais é menor. Sabia disso? Falo mais sobre isso n’outro momento. Além disso, movimentações exageradas desses músculos causam muita tensão desnecessária.

Vamos pensar novamente no conceito de apoio (suporte, sustentação etc). Controle respiratório. Nesse caso, vamos à outra etapa do processo respiratório (e o grande tabu para os cantores): a expiração. No caso da expiração faz um sentido enorme pensarmos no apoio como controle, não é mesmo? Afinal de contas, temos que controlar o impulso vocal (que é diferente de apoio) e controlar a famosa coluna de ar. Mas aí eu cito uma outra verdade crucial: você JÁ controla tudo isso conscientemente. Você não precisa pensar em N, X ou Z músculos para controlar a quantidade de ar que você expira. Tampouco o impulso vocal. E. Herbert-Caesari já dissertava sobre isso em seu livro “The Voice of The Mind” (A Voz da Mente, em tradução literal). Segundo ele, o cantor não precisa calcular quantos centímetros cúbicos de ar uma determinada nota demanda. Esse controle é uma das maiores qualidades NATURAIS do cantor. Nós fazemos tudo isso automaticamente pois temos a percepção cinestésica (ou proprioceptiva) do quanto podemos mandar de ar para as nossas sensíveis pregas vocais. Além disso, a própria música, em termos de dinâmica, vai pedir mais ou menos ar, mais ou menos som etc.

Mas, se não precisamos pensar em apoio, porque esse é o foco inicial da maioria das pedagogias vocais? Pois o ar é, de fato, o combustível do som. No entanto, toda pedagogia vocal, com base nas leis da produção do som vocal, tem por objetivo uma premissa cabal: Equilibrar a relação Ar X Pregas Vocais. Talvez por isso muitos se percam dissertando demasiadamente sobre a função respiratória no canto. NOTA IMPORTANTE: eu não estou dizendo que o trabalho respiratório não é importante, ok? Apenas estou dizendo que ele não é, nem de longe, o mais importante. Tampouco deveria tomar tanto tempo e tanta atenção.

Se devemos, portanto, equilibrar a relação Ar X Pregas Vocais, trabalhar apenas a respiração, de maneira isolada da fonação (que é o que nos interessa como cantores) pode, então, ser contraproducente. Assim, devemos, sempre (e é através dessa premissa que eu me guio), relacionar ar e som nos nossos treinos vocais. Até mesmo porque o problema dificilmente está na respiração em si, mas sim na “válvula” que regula toda a expulsão de ar. E quem é responsável por esse papel de “válvula” da expiração? A laringe e as pregas vocais. O Dr. Hubert Noe, otorrinolaringologista e professor de canto Austríaco, traçou uma analogia muito importante para a compreensão do trabalho conjunto (ar e som) ao invés do exagerado trabalho do apoio em si. Veja a imagem a seguir:

demo_balao

Na imagem acima o Dr. Hubert Noe nos propõe a seguinte reflexão. Pensemos no balão e no trabalho dele em expulsar o ar de dentro de si. No quadro 1 a intervenção é feita diretamente na boca do balão, o que, para nós, seria a laringe e as pregas vocais. No quadro 2 a intervenção é feita no corpo do balão, o que, para nós seriam as costelas e os músculos abdominais, por exemplo. Essa reflexão nos faz perceber que o trabalho no corpo do balão é inválido caso sua válvula (a boca do balão) esteja ineficientemente fechada. Para nós cantores isso nos remete à seguinte situação: de nada adianta pensarmos em ampliar movimentações de costelas, músculos abdominais etc, para controlar nosso regime de expulsão de ar. Mais vale pensarmos em aumentar nossa eficiência das pregas vocais, melhorando a adução em toda a extensão e equilibrando a função de tensionamento entre TA interno e CT.

Apoiar é importante? Claro que é. Mas é automático! Não precisamos pensar em zilhões de coisas antes de abrir a boca pra cantarmos, tampouco condicionar, exageradamente, nossas costelas ou abdomen. Basta prepararmos nossas pregas vocais para agirem de maneira muito mais eficiente frente à coluna de ar que dedicamos ao canto.

Como falei lá no início, essa é a minha visão sobre uma pedagogia eficiente no que diz respeito ao trabalho de respiração e apoio para o canto. É válido ressaltar que essa visão é endossada por cientistas da voz, pedagogos vocais e voice coaches de diversas partes do mundo. Se você já se flagrou perguntando para você mesmo se apoiar mais ainda vai fazer você chegar em uma determinada nota, ou se já experimentou de tudo e ainda se sente “perdido” ou “perdida” com a sua voz e sua respiração, porque não experimentar essa alternativa?

#ficaadica

Abraços,

Fernando Zimmermann